Em casa, o Gil Vicente FC tem uma identidade tática bem definida. No
Estádio Cidade de Barcelos, a equipa quer a bola desde a primeira fase de construção e circula com apoios. Joga habitualmente num 4-3-3 ofensivo. O passe e a visão de jogo de
Kanya Fujimoto aceleram as transições e abrem blocos fechados. Os laterais sobem por fora, dão profundidade e alimentam a área com cruzamentos.
O problema surge atrás. Com a equipa instalada no meio-campo contrário, abre-se espaço nas costas dos laterais. Contra adversários que saem rápido e lutam pelo corredor central, os centrais têm de estar bem posicionados. Os médios defensivos fazem a cobertura e cortam os contra-golpes. Nos jogos da
Liga Portugal, o resultado gilista depende do controlo do ritmo e da eficácia na finalização.